No dia 15 de setembro, o Complexo Cultural Oswald de Andrade, no Bom Retiro, em São Paulo, recebeu o desfile Zanzalá, nova coleção da Estúdio Traça. Em seu segundo ano de parceria com a Levi’s Brasil, o designer Gui Amorim conduziu mais um processo criativo baseado no upcycling, transformando peças Levi’s em novas construções e looks.
Inspirada no livro Zanzalá, de 1928, a coleção imagina um futuro distópico onde natureza e tecnologia vivem em harmonia. A partir desse universo, Gui explorou novas possibilidades para o denim, desconstruindo peças existentes e dando a elas uma nova forma.
O processo começou muito antes da passarela. Pesquisa, desenho, modelagem, aviamentos, costura e testes fizeram parte da construção de cada look. Peças Levi’s foram desmontadas, recortadas e reconstruídas, ganhando novas silhuetas e funções sem perder a identidade do denim original.
“Para mim, o upcycling não é só sobre dar uma nova vida a uma peça, mas sobre entender que ela já carrega uma história. Trabalhar com o denim da Levi’s me permite partir dessa memória para construir algo novo. Em Zanzalá, desmontamos, recortamos e reconstruímos essas peças pensando não apenas no que elas eram, mas que sua transformação não apagasse sua forma antiga. É uma forma de olhar para o futuro sem apagar o que veio antes.”
Gui Amorim, designer e diretor criativo da Estúdio Traça.
Para Gui, trazer a Levi’s para esse processo é especialmente significativo. A marca, que construiu ao longo de sua história uma extensa pesquisa sobre denim, jeanswear, construção e lavanderia, também serve como referência para o trabalho de transformação desenvolvido pelo designer.
O resultado é uma coleção que olha para o futuro a partir do que já existe. Em vez de criar a partir do zero, Zanzalá propõe transformar, experimentar e ressignificar, mostrando como uma peça pode continuar sua história mesmo depois de deixar de ser aquilo que era.
Na passarela, cada nova construção carrega um pouco da peça que existia antes. É o denim da Levi’s ganhando novos contornos pelas mãos da Estúdio Traça — e mostrando que, na moda, transformar também pode ser uma forma de preservar.